sexta-feira, 16 de setembro de 2011

INQUIETAÇÕES

“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.”

Paulo Freire

                Começo este trocando ideias com a citação de Paulo Freire. E por que o faço? Para pensar e discutir com você algumas questões que me inquietam não só como ser humano, mas também, e principalmente, como Educadora. Precisamos pensar nossa Escola, sim a Fundação Liberato.

                Há muito tempo faço parte da Família Liberato, na verdade, há 18 anos e, chegando à maior idade, é imprescindível que se pautem alguns assuntos pertinentes à instituição.

                Trabalhar na Liberato é um privilégio, uma benção. Isso ninguém pode negar. Mas, às vezes, a tarefa é difícil, porque não dispomos de toda a infra-estrutura que gostaríamos de ter. Refiro-me aqui, em especial, ao Noturno. Pobre Noturno!!! Estamos às escuras!!! Precisamos já de laboratórios de informática para que possamos dar ao nosso aluno um suporte técnico mais adequado à sua formação. Em 18 anos de Casa pouco vi, ou nem vi, uma política pedagógica consistente que dê conta de todas as demandas que se fazem necessárias aos cursos do Noturno. Precisamos de equipamentos de audiovisual que não sejam obsoletos e que possam dar conta da demanda da prática pedagógica. Falo isso porque, depois de tanto brigar, resolvi comprar os meus equipamentos: um laptop e um datashow, para diversificar as minhas aulas. Resolvi o meu problema, mas e os outros colegas? Precisamos ter à noite um restaurante que sirva uma alimentação nova e fresquinha. E sabem por quê? Porque nós merecemos ser bem servidos, afinal de contas nós temos este direito e não fui eu quem disse isso. O tema alimentação adequada e saudável é um direito humano que está previsto no Tratado Internacional para a promoção do Direito Humano à Alimentação, assinado por 151 países, inclusive pelo Brasil. Como diz a garotada, vamú combinar, o buffet do bar à noite é de péssima qualidade: a comida é fria e requentada.

                Vamos deixar às claras o Noturno, que tal?

                O que tenho visto ultimamente é a Fundação se sobrepondo às necessidades da Escola. Mas a Fundação só existe porque existe uma Escola, não é isso? Ou estou enganada? Precisamos implementar a Escola e, por consequência, a Fundação também o será. E, como diz Paulo Freire, “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.” Pensem nisso!

Professora Marlise Cornelius


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PROPOSTA PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NA FUNDAÇÃO LIBERATO


O Diretor de Ensino deveria ser escolhido junto com a Direção Executiva. É um cargo fundamental para o bom funcionamento das atividades relacionadas ao ensino (principalmente a questão da sala de aula, horários, laboratórios, serviços de apoio, ...).

Eu penso que para esses cargos: Diretor Executivo e Diretoria de Ensino teriam que abrir inscrições para quem quiser se candidatar e submeter-se ao voto da comunidade escolar: 50% professores e funcionários, 50% alunos e pais. Evidentemente o mais votado em cada cargo comporia a próxima direção e assim escolheriam os demais cargos ou proporiam a eleição para o preenchimento desses cargos.

Não é mais admissível que os professores fiquem alijados da escolha do próximo Diretor de Ensino.

A democracia foi uma conquista que nos custou muito caro. Foram muitas lutas, com muito suor e sangue para chegarmos ao estágio que estamos. Não podemos banalizar essa conquista com conchavos, com distribuição de cargos, com eleições na boa, sem o contraditório, sem oposição. A nossa tarefa é de aprofundarmos cada vez mais esse processo, radicalizando a democracia para que ela sobreviva aos ataques daqueles que querem a volta dos regimes autoritários. Por isso que defendo a eleição direta também para Diretor de Ensino. Mesmo que tenhamos diretores de grupos diferentes aqui na escola. Para resolver esse problema temos que criar um processo de avaliação contínua dos diretores. O que não estiver funcionado, o que estiver fora de rumo, tem que ser trocado pela comunidade que o elegeu.

 
JOSÉ CELMAR ROIR DA SILVA

                                                                                    Novo Hamburgo, 14 de setembro de 2011.

 
PERGUNTAS PARA OS CANDIDATOS

1)      Qual a proposta para a melhoria do ensino da matemática na escola? Visto que a nossa carga horária é 4-3-3 e a maioria das escolas é 4-4-4. É possível aumentar o número de contra turnos, já que a grande parte dos alunos procura reforço fora de seus turnos normais de aula? É possível fazer grupos de estudos preparatórios para a OBMEP, orientados por professores ou convidando alunos premiados para fazer monitoria.

2)      Qual a proposta para melhoria das salas de aula? Aumentar o tamanho do quadro, melhorar as classes e cadeiras, reformar as janelas, pintura, tomadas, ventiladores, ...

3)      Qual a proposta para melhorar a divulgação dos nossos cursos nas demais escolas? Já que a propaganda da escola na mídia é praticamente inexistente.

4)      Qual a proposta para melhorar os cursos noturnos? Já que uma ONG divulgou recentemente uma pesquisa comprovando que 90% dos alunos que saem do ensino médio não sabem o mínimo esperado em matemática e a maioria dos cursos do noturno não tem matemática.


                                                                   JOSÉ CELMAR ROIR DA SILVA



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A RELEVÂNCIA DA ESCOLA PARA A SOBREVIVÊNCIA DA FUNDAÇÃO

            É do conhecimento geral, pelo menos dos servidores que há mais tempo trabalham na casa, que a Fundação foi criada para manter uma única instituição: A ESCOLA.
            No país o investimento em educação é ínfimo e, este fato, é do conhecimento geral. Nossa escola não foge à regra. É só olhar para o prédio. A sensação que se tem é de abandono. No entanto, relevando esta questão, pois ela até o momento não foi requisito para a realização de um bom ensino, passemos a analisar outros aspectos os quais, realmente, não só impediriam um ensino de qualidade, como a existência da própria Fundação. Supõe-se, portanto, que os esforços e a prioridade de investimentos numa escola estejam relacionados a tudo e a todos que permitem que o ensino aconteça.
           O que se percebe, no entanto, é a sobrepujança da Fundação em detrimento da Escola, como se ela pudesse persistir de forma independente. Há de se ponderar que todo o restante que existe na instituição só existe porque existem alunos e professores. Imaginar que a Mostratec ou qualquer outro evento sobreviveria sem a escola é pura ingenuidade. Investir na escola é garantir a continuidade da Fundação. Isso significa, entre várias outras questões, preocupar-se com o número decrescente de interessados em ingressar na Liberato ou em levar a sério que os Cursos Técnicos que estão sendo implantados na região podem representar ameaça.
          Divulgar a ESCOLA com a mesma ênfase que se divulga a Mostratec já seria um bom começo.
          Para alívio, o quadro de pessoal da Instituição é tão competente que, apesar da falta de entendimento do que seja prioritário, consegue manter a máquina em pleno funcionamento.   Até quando?   Não apostemos no “deixa estar pra ver como é que fica!”
                                                           
                                                                               Luiza Leane Vitório

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Para Pensar

            O que está acontecendo com nossa Escola? Desmotivação, ingerência? Talvez um, talvez os dois, ou talvez nenhum. Mas quem deverá responder isto? Os que aqui trabalham, obviamente. A grande questão é: por que não o fazem? Pressão por falar a verdade, atingindo alguém? Acomodação? “Se eu não falar de ninguém, também não falarão de mim. Assim, continuo quieto em meu canto, fazendo muito ou pouco, mas sem grandes preocupações”.
            Mas quem falou que precisa ser assim? Não podemos buscar soluções entre nós e chegarmos a um consenso geral? Vejo muitas soluções resolvidas em um curso, por exemplo, que poderiam servir perfeitamente para outro. Por que em alguns cursos há poucas reprovações e em outros muitas? Ah, cada curso tem as suas peculiaridades. Sim, mas será que as situações mais abrangentes não poderiam ser resolvidas com soluções comuns?
            Bom, fiz muitas perguntas. Tentei dar algumas respostas, mas gostaria que mais colegas opinassem.
            Abraço a todos.
            Victor Espanhol – prof. do Curso de  Mecânica

terça-feira, 6 de setembro de 2011

100% LIBERATO – QUEM SOMOS !

Somos um grupo integrado por diversos servidores, independentemente de cargo na instituição, raça, credo, partido político... Nosso único objetivo é zelar pelo cumprimento da missão, pela preservação dos princípios e pelo aperfeiçoamento da qualidade do ensino da Liberato. Fomos nos agrupando por afinidade de pensamentos e de propósitos e acreditamos,  assim como outros grupos que também existiam, que poderíamos colocar em prática, através de uma gestão co-participativa, as ideias de desenvolvimento e de expansão que vínhamos discutindo. Dentre os colegas que compartilham de nossos ideais, encontram-se pessoas preocupadas com a continuidade e o fortalecimento da Escola. Reforçamos nossa crença de que uma gestão compartilhada é requisito vital para o desenvolvimento saudável e harmonioso de nossa comunidade escolar. As disputas eleitorais, que já vivenciamos, não resultaram em benefícios para ninguém. Um processo eleitoral deve promover o fortalecimento de todos na concretização de um ensino focado na formação integral do aluno. Porém, também cremos que a renovação é salutar, é prenúncio de inovação, é visão diferenciada. Pensamos ser este o momento propício para estimular a TROCA DE IDEIAS, para agregar e compartilhar informações, para esclarecer e para divulgar, democraticamente, o que a casa tem a dizer. O Grupo 100% Liberato está aberto e quer, através de seu Blog e de suas reuniões, oportunizar o debate e oferecer aos futuros gestores, subsídios e sugestões de melhorias.
                                                                                       Luiza Leane Vitório