“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.”
Paulo Freire
Começo este trocando ideias com a citação de Paulo Freire. E por que o faço? Para pensar e discutir com você algumas questões que me inquietam não só como ser humano, mas também, e principalmente, como Educadora. Precisamos pensar nossa Escola, sim a Fundação Liberato.
Há muito tempo faço parte da Família Liberato, na verdade, há 18 anos e, chegando à maior idade, é imprescindível que se pautem alguns assuntos pertinentes à instituição.
Trabalhar na Liberato é um privilégio, uma benção. Isso ninguém pode negar. Mas, às vezes, a tarefa é difícil, porque não dispomos de toda a infra-estrutura que gostaríamos de ter. Refiro-me aqui, em especial, ao Noturno. Pobre Noturno!!! Estamos às escuras!!! Precisamos já de laboratórios de informática para que possamos dar ao nosso aluno um suporte técnico mais adequado à sua formação. Em 18 anos de Casa pouco vi, ou nem vi, uma política pedagógica consistente que dê conta de todas as demandas que se fazem necessárias aos cursos do Noturno. Precisamos de equipamentos de audiovisual que não sejam obsoletos e que possam dar conta da demanda da prática pedagógica. Falo isso porque, depois de tanto brigar, resolvi comprar os meus equipamentos: um laptop e um datashow, para diversificar as minhas aulas. Resolvi o meu problema, mas e os outros colegas? Precisamos ter à noite um restaurante que sirva uma alimentação nova e fresquinha. E sabem por quê? Porque nós merecemos ser bem servidos, afinal de contas nós temos este direito e não fui eu quem disse isso. O tema alimentação adequada e saudável é um direito humano que está previsto no Tratado Internacional para a promoção do Direito Humano à Alimentação, assinado por 151 países, inclusive pelo Brasil. Como diz a garotada, vamú combinar, o buffet do bar à noite é de péssima qualidade: a comida é fria e requentada.
Vamos deixar às claras o Noturno, que tal?
O que tenho visto ultimamente é a Fundação se sobrepondo às necessidades da Escola. Mas a Fundação só existe porque existe uma Escola, não é isso? Ou estou enganada? Precisamos implementar a Escola e, por consequência, a Fundação também o será. E, como diz Paulo Freire, “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.” Pensem nisso!
Professora Marlise Cornelius